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A Rosa e o Cravo – Canto II




Canto I

Oh Rosa, onde foste p’la tarde?

Oh Rosa, onde foste p’la tarde?

 

Fui ao campo ver o prado.

Fui ao campo ver o prado.

 

Oh Rosa, que trazes tu do campo?

Oh Rosa, que trazes tu do campo?

 

Flores frescas e bonitas.

Flores frescas e bonitas.

 

Oh Rosa, que flores trouxeste tu?

Oh Rosa, que flores trouxeste tu?

 

Um ramo de cravos vermelhos.

Um ramo de cravos vermelhos.

 

Oh Rosa, para que são os cravos?

Oh Rosa, para que são os cravos?

 

P’ra vender às gentes da cidade.

P’ra vender às gentes da cidade.

 

Oh Rosa, quando as vais levar?

Oh Rosa, quando as vais levar?

 

Na noite de 24 de Abril.

Na noite de 24 de Abril.

RN

Canto II

chave-da-liberdade

E porque os levas tu?

E porque os levas tu?

 

Ó Rosa toda airosa?

Ó Rosa tempestuosa?

 

Levo-os prós que têm falta

Levo-os prós que têm falta

 

Cheiram a Liberdade

Cheiram Responsabilidade

 

E não é coisa perigosa?

E não é coisa perigosa?

 

Ó Rosa tempestuosa?

Ó Rosa toda airosa?

 

Perigoso é o esquecimento!

Perigoso é o esquecimento!

 

Apatia e o lamento…

Apatia e o lamento…

 

Será qu’os vão aceitar?

Será que os vão largar?

 

Prenda tão preciosa

Um Cravo da mão da Rosa.

Nuno Soares

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