Artes & Cultura, Nas Asas da Poesia, Rubricas

A Lenda – Canto I

Lenda Nuno 2.jpg

Era uma vez… o vazio,

Uma vasta imensidão negra e oca

Sem ganância, nem fastio,

Sem repugnância, nem estio,

Sem a humanidade louca

Presa por um fio,

Apenas… frio.

 

Frio, pois o vazio sem estio nunca ouviu que se podia aquecer,

Sem saber, pudera jamais perceber o quão bem sabe o calor,

O calor que é vida, que é ferida desmedida de alegria, que é ardor,

Que é amor… ai, o calor.

 

Não esquecer que sem saber do esplendor do calor,

O vazio preteriu o rubor, paleta infinita de sabor,

À férrea firmeza do frio.  

Assim era o vazio…

Nuno Soares

P.S.: Em 2019 estreamos com a Lenda, um conjunto de narrativas poéticas em que vários poetas completma em sequência a narrativa iniciada por outros almejando criar uma narrativa coesa sobre o mesmo tema. Para a semana a Lenda continua…

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