Ambiente & Cidadania, Naturopédia, Rubricas

Naturopédia – Nº13, Rã Ibérica

Rã Ibérica (Rana iberica) – (NT – Quase ameaçado)

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A rã Ibérica é um anfíbio autóctone do noroeste da península Ibérica, estando presente na Galiza, no Norte e Centro de Portugal e, em menos extensão, no país Basco espanhol, Extremadura espanhola e nas lusitanas Serra de São Mamede e Marinha Grande.

Em Portugal verifica-se uma distribuição quase contínua a norte do Tejo, exceptuando nas terras altas do planalto mirandês, Douro superior, Côa, Águeda internacional e na área compreendida entre as serras da Malcata, Gardunha e Alvelos, e o rio Tejo.

Tem dimensões modestas, medindo em média cerca de 5 cms, e pode apresentar um leque de cores que varia entre os verdes escuros, castanhos, vermelhos e cinzentos e que lhe proporcionam excelente camuflagem nos riachos e demais cursos de água cuja vegetação habita.

Geralmente activos durante todo o ano, algumas populações de regiões altas podem estar menos visíveis durante o inverno e, ao contrário dos juvenis, os adultos desta espécie são mais activos de noite, o que ajuda a que evadam os observadores humanos com mais facilidade.

Dependendo do ecossistema onde vivem, a sua época reprodutora pode estender-se de Novembro a Maio, e resulta em posturas de 2 a 5 centenas de ovos que são depositados ao abrigo da vegetação ripícola ou no fundo de um curso de água.

A rá Ibérica tem uma alimentação bastante generalista, alimentando-se de uma grande variedade de insectos e aracnídeos.

O seu estatuto de conservação é “Quase ameaçado”, segundo a revisão da IUCN de 2009 na qual são feitos vários avisos, nomeadamente devido à drástica redução de espécimes e habitat quando comparado com revisões anteriores. Em Espanha a espécie é considerada “Vulnerável” e em Portugal está identificada como “Quase ameaçada” nos livros vermelhos da primeira metade da década de 90.

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É possível e provável que, dada a tendência de decréscimo drástico da população, identificada pela IUCN que o verdadeiro estatuto de conservação em Portugal seja mais alarmante.

As principais ameaças à rã Ibérica são a poluição dos cursos de água (rios, ribeiros, lagoas, etc.), alteração do uso dos solos, nomeadamente para monoculturas intensivas, fogos florestais, destruição de habitat, construção em zonas ribeirinhas, alteração da dinâmica dos cursos de água devido a grandes infraestruturas hidroeléctricas e a introdução de espécies invasoras que predam estes animais.

Links recomendados sobre esta espécie:

IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza)

ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e Florestas)

Naturlink

Portugal Selvagem

Universidade de Évora

AmphibiaWeb

Nuno Soares

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