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Naturopédia – Nº12, Licranço

Slow worm tasting the air

O licranço é um simpático réptil pertencente à nossa Fauna, muitas vezes vítima de perseguição de pessoas que pensam tratar-se de uma espécie venenosa, o que não poderia estar mais longe da realidade. O licranço apesar da sua aparência, não é uma cobra, mas sim um lagarto sem pernas.

Tal como os outros lagartos, tem uma pálpebra móvel (ausente nas cobras), faz a muda da pele em farrapos (nas cobras ocorre a muda da pele inteira) e quando ameaçado, faz a autonomia da cauda, ou seja, solta a cauda para poder escapar se for capturado. A cauda volta a crescer e regenera-se.

Distribui-se um pouco por toda a Europa, e em parte, no continente Asiático. Em Portugal o licranço distribui-se sobretudo na metade Norte do país, sendo o limite meridional da sua distribuição a Serra de Sintra e a Península de Setúbal.

Frequenta zonas com níveis de humidade elevada, como orlas e clareiras de bosques, prados ou hortas. Prefere habitats com bom coberto vegetal, evitando zonas expostas e secas, pelo que recorre a troncos, pedras e galerias de roedores para se refugiar.

anguis fragilis

Este réptil identifica-se pelas escamas lisas e brilhantes, cabeça curta e cauda pouco diferenciada do corpo.  O dorso é creme, pardo ou castanho. Por vezes, apresentam uma linha vertebral mais escura, e o ventre é acinzentado ou preto. Geralmente alcançam entre 20 a 22 cm de comprimento total e pesa entre 8 e 40 gramas.

Alimentam-se de invertebrados, como lesmas, minhocas, aranhas, insectos, mas podem ocasionalmente caçar lagartixas, anfíbios, cobras pequenas e até juvenis da mesma espécie.

Os licranços hibernam desde Outubro ou Novembro, até Março ou Abril. Possui hábitos essencialmente crepusculares ou nocturnos, escondendo-se durante o dia. Podem observar-se exemplares activos durante o dia, início da manhã ou ao fim da tarde, se o tempo estiver húmido e temperado. Tem uma tolerância ao frio excepcional entre os répteis, podendo manter-se activo com temperaturas até aos 12º C, mas nunca abaixo disso.

As fêmeas são ovivíparas (as crias desenvolvem-se num ovo dentro do corpo da mãe) e os partos ocorrem entre Agosto e Outubro.

SONY DSC

Links recomendados sobre esta espécie:

Naturlink

IUCN

Luís Santos

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