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Verão à mesa

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Este ano o bom tempo tardou em chegar, mas quando atracou, gritou por petiscos. Desta vez a tripulação teve uma baixa, fazendo com que o diário desta viagem seja mais modesto, mas com a ajuda do encarregado de navegação Carlos Monteiro, dotado de conhecimento e simpatia, o manuseamento das cartas conduziu o barco a bom porto. A experiência deste empregado espoletou a curiosidade referente a vários artigos do menu, proporcionou largos minutos de conversa e gerou uma confiança imediata nas suas sugestões. Apesar de fazer parte da equipa há pouco mais de um mês, dominava a maré e quando assim é, basta deixarmos-nos ir na onda – ainda há quem ache que o aconselhamento não faz diferença?!

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A incrível vista panorâmica para a mais Formosa Ria, na elevação arenítica de Cacela Velha, fazia-se acompanhar de uma leve brisa que irrompia por toda a esplanada do piso superior (o melhor espaço, pelo menos durante o verão, de decoração muito simples, deixando margem para o que realmente importa) e ajudava a suportar a hora mais quente do dia. Venha de lá um refrescante copo de sangria branca, para ajudar na tomada de decisões inerentes a esta rota.

Capaz de saciar e refrescar simultaneamente, a sopa de meloa desempenhou o seu papel na perfeição. A dose era generosa e a apresentação muito interessante, já que o “prato” era a dita meloa, previamente esvaziada e congelada, e a “sopa” um fresco caldo onde a hortelã se cruzava com a estrela do prato.

Mas a estrela do dia seria a tapa de atum braseado, tal como deve ser cozinhado, servido sobre uma cama de batata doce cor de laranja, típica de Aljezur. O mar e a terra combinados num prato digno de representar a região. Deixando espaço para a tentação, chega à mesa uma surpresa bem doce. Carlos não adianta os ingredientes principais e desafia quem prova a adivinhar. A torta de alfarroba foi uma aposta segura – detentora de um paladar inconfundível e mais intenso, como é característico desta vagem; a outra (desvendada mais tarde como torta de batata doce) foi a mais certeira das sugestões – apresentando um equilíbrio perfeito entre sabor, textura e capacidade de saciar.

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Apesar de não se poder considerar económica (a refeição de uma pessoa ficou por 18,90€), foi sem dúvida inesquecível.

Na viagem, longe de ter sido apenas gastronómica, feita à mesa da Casa Azul Tapas Bar, foram navegados os sabores da terra e do mar. O desejo de voltar e de fazer novas descobertas ficou bem fundeado. Para a próxima ficou prometida a descoberta das “Ostras de Cacela”, dando continuidade à indagação de outras especialidades marítimas.

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Restaurante Casa Azul Tapas Bar

Rua de Cacela Velha

8800-211, Vila Real de Santo António

11h00 – 24h00 (encerra à quarta-feira)

T.: 960 061 401

Maria João Barbedo & Roberto Leandro

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