Artes & Cultura, Rubricas, Transverso

Transverso – Fantasmas

BEETLEJUICE

Em Maio, o Transverso vai transgredir a barreira do visível, rumando ao além, ao reino das almas penadas, poltergeists e espíritos endemoninhados! (Avisamos os mais sensíveis que este texto não contém coisas assustadoras… ou terá?).

Qual medium que invoca os espíritos, Aaron Mahnke no seu podcast Lore explora histórias registadas em corcomidos relatos dos idos séculos, relatando casos assustadores de possessões, casas assombradas, almas penadas e gentis fantasmas. Os episódios são maioritariamente ambientados nas décadas da transição entre século XIX e século XX, período pródigo em contos de espíritos e fantasmafatalidades do destino. Uma das histórias (episódio 78: Exposure) foca-se na vida do fotógrafo retratista William H. Mumler, que se dedicava em unir famílias e casais… os vivos e os mortos! A sua obra mais conhecida mostra a viúva do presidente norte americano Abraham Lincoln abraçada pelo próprio…Verdade, falsificação? Deixo ao vosso critério. (ainda não consegui ver, mas há também uma série com base em alguns episódios). 

Mudando a página para o cinema, ouve-se o nome “Beetlejuice”. Uma história de fantasmas contada ao estilo de Tim Burton (quem mais?), que nos mostra a morte de um casal de defuntos e as suas desventuras à medida que se tornam assombrações (pouco J1380-Beetlejuice-Tim-Burton-Horror-Hot-Classic-Movie-Pop-14x21-24x36-Inches-Silk-Art-Poster-Topeficientes) na sua própria casa. Com a ajuda (ou não) de um poltergeist profissional, tentam recuperar em morte o que foi frustrado em vida. Do lado dos vivos temos uma família tão ou mais bizarra que o próprio mundo dos mortos. O confronto resulta numa criativa e absurda comédia, que retorce (e pisca o olho) a todos os clichês do formato “filme de terror na casa assombrada”; retenham a representação do purgatório, como uma crítica à função pública, e a doida cena da tropical dança macabra.

Só nos resta dizer “Beetlejuice. Beetlejuice. Beetlejui..

Mudando de ares e pagando um bilhete para a DisneyLand Paris, entramos na Mansão Assombrada. Inspirada no exterior do Bates Motel do filme Psico, esta atracção imerge-nos numa história de terror (para crianças), criando ilusões fantasmagóricas, projecções astrais e sustos de algibeira; o mais parecido que se possa experienciar com o imaginário dos velhos filmes. Já a visitei duas vezes, a primeira vez com 6 anos e a segunda com 26. A comparação da memória de infância com a experiência em adulto é fantástica e estranha. A percepção de tempo e espaço muda muito em 20 anos (ao contrário da atracção que não se alterou), a magia torna-se em técnica, os detalhes mais visíveis, o assombro vira diversão. Sem dúvida um espaço um pouco datado, mas não teria tanto charme se não se mantivesse este ar de decadência assombrada.

Bons sustos e assombrações. Até Junho!

4a4b163b598b96bb817363.87914643_edit_img_facebook_post_image_file_16472413_1502317934

Rafael Nascimento

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s