Artes & Cultura, Nas Asas da Poesia

Dia da Poesia

What-Would-You-Do-With-Your-Freedom

Serás sempre oceano a afogar-se em si

E entre os dias a memória da última gaivota

Serás sempre como um raio de sol na noite funda

Miragem

E quando quiserem vestir-te de outra carne que não a tua

Lembra-te que o sangue é teu

Hão de chamar-te louco

Mas terás nas noites todas as ruas do mundo.

Hão de querer-te sincero, mas só para os outros

Hão de querer que te sintas livre a cumprir regras

Que tenhas opiniões, mas só as deles…

Porque as utopias são más, ainda que os sonhos sejam bons…

Se sonhares quieto

Hão de querer-te na vida como a um gato

Um tigre que caça ratos de noite para dormir bem de dia  

Mas ensinam-te a vertigem

Querem-te manso…

E com o tempo querem que esqueças as aves.

Não o permitas.

Lembra-te, o sangue é teu.

E revira a noite em madrugadas

O lamento que ensaias num grito forte

E canta.

Corre, mastiga todas as penas que possas

E se no fim te sentires cansado

Descansa sorrindo, por eles nunca se terem cansado.

 

Tiago Marcos

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