Artes & Cultura, Rubricas, Transverso

Transverso – Carnaval

Fevereiro,

500x

Mês de Carnaval, de euforia brasileira, caretos pululantes e chocalhantes, matrafonas ariscas e carros de escárnio e maldizer. Esqueçam!

No Transverso vamo-nos mascarar de monge e contemplar os instantes da eternidade, com poesia, histórias de aventuras filosóficas e um programa de rádio.

 

Pelos haikus minimalistas de José Tolentino Mendonça em “A Papoila e o Monge”, revelam-se instantâneos da silente vida contemplativa. Fotografias da natureza, anotações de pensamentos, reflexões sobre deus e a criação, como se tivéssemos roubado um livrinho da sotaina/manto/kimono de um monge e o lêssemos às escondidas, em intervalos rápidos. A sorte é que podemos sempre voltar ao livrinho, tirando-o da estante e abrindo-o ao acaso; não é preciso devolver ao seu autor.

Guardemos a poesia e entremos numa trilogia sobre a vida de um lama tibetano, onde se misturam aventuras e ensinamentos. Nos três livros que a compõem – “A Terceira Visão”, “ O Médico de Lhasa” e “Entre os Monges do Tibete”, Lobsang Rampa relata a sua história desde que os astrólogos lhe ditaram a carreira profissional e espiritual. Vivemos a sua formação num mosteiro, descobrimos os segredos de Lhasa, as agruras da Segunda Guerra Mundial e, sobretudo, como o budismo místico é praticado e vivido. Poderão viajar no espaço astral, falar com animais, ver o vosso corpo anterior, receber ensinamentos do mestre defunto. O autor atesta que as histórias escritas pelos músculos de Cyril Henry Hoskins, ditadas por Tuesday Lobsang Rampa, são reais. Deixo a cada um escolher no que acreditar (poderão mais tarde ler as polémicas que envolvem este autor pela net). O meu conselho é de aproveitarem uma boa leitura, uma evasão no tempo e no espaço.

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Já que têm um livro em mãos, proponho ligarem o rádio aos sábados e quintas às 00h  ou usando a moderna internet ou ainda via podcast, sintonizando (pesquisando) o programa Em Transe da SBSR.FM. Sem voz (excepto as intros), só melodia acústica e/ou electrónica, ficam com a perfeita banda sonora para 60 minutos de divagação, meditação ou outros estados de mente mais ou menos alterados. (Se gostaram do Blade Runner 2049 fiquem com esta).

Até Março!

Rafael Nascimento

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